O início de um tempo de horrores

023]11Set2001O espanto e horror no rosto de todos (foto: Jennifer S. Altman/WireImage-Life)

Não é que espanto e horror nunca tenham acontecido antes na história da humanidade, mas os atentados terroristas praticamente simultâneos de 11 de setembro de 2001, especialmente o que resultou na destruição das torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York,  de pronto se tornaram no acontecimento ícone dos tempos que seguiram, tempos estes que ainda vivemos.

Não vou adentrar neste post no quanto tenho de dúvidas quanto à real autoria ou motivação dos atentados, mas adianto a vocês que tenho uma certa consideração pelos que veem no episódio mais um evento de ‘Operação de bandeira falsa’ , o que não seria um fato inédito, até aqui no Brasil já tivemos ao menos um exemplo, o famoso ‘Plano Cohen’. Fato é que Bush filho, havia sido eleito presidente dos Estados Unidos poucos meses antes em circunstância que diremos generosamente, ‘discutível’, até a ocasião dos atentados, Bush carregava o fardo de um mandato de legitimidade contestada e altos índices de impopularidade. Depois do 11 de setembro, tudo mudou.

Por tudo quanto tem acontecido, vejo-me obrigado a tomar emprestado de J. K. Galbraith o título de seu livro. Sim, estamos a viver mais do que nunca, uma Era da incerteza.

Depois de quando muitos se ufanavam que com o colapso da União Soviética e da ameaça comunista certamente teríamos um mundo mais seguro e provavelmente mais próspero, o que realmente temos? Um mundo muito, muito mais inseguro, quando já não sabemos de onde poderá vir o ataque, pois nem bem conhecemos nossos inimigos. Em termos econômicos, estamos a viver endemicamente as crises, mal saímos de uma (quando saímos..) já estamos em outra.

Muitos pregam que o Capitalismo parece obter com suas crises a força que precisa para se reciclar, ou mesmo se reinventar, mas isto não me parece racional, muito menos, verdadeiro.

Qual o medo que lhe dá?

julietaelenine

Tenho comigo que esta é uma bela música. A letra, um primor de poema que nos induz a uma reflexão dos nossos próprios medos, de nossas próprias hesitações. Afinal está no poema: o medo é a medida da nossa indecisão.

Quanto à interpretação do Lenine (aliás, dos que conheço, o único Lenine pelo qual tenho simpatia!)  e da encantadora mexicana Julieta Venegas (como esta gracinha me lembra a Salma Hayek!) só posso dizer que estão em um momento absolutamente irrepreensível, marcante.

Desde que ouvi pela primeira vez, a coloquei nos ‘bookmarks’ da minha mente.

Espero que apreciem este belíssimo momento!

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Político é mesmo capaz de qualquer coisa para aparecer!

005billy_the_kidBilly the Kid, um dos mais famosos ‘outlaws’ do oeste americano: Agora pode ser anistiado! (imagem:http://www.dvdbeaver.com)

Não cessa nunca a minha perplexidade com a capacidade que os políticos têm, sejam eles de qualquer matiz ideológico ou nacionalidade, de criar situações polêmicas apenas com o último propósito de se autopromoverem. É o caso agora do governador democrata Bill Richardson do Novo México, Estados Unidos. O homem simplesmente resolveu desenterrar o fora-da-lei Billy the Kid de sua suposta cova e trazê-lo para o foco dos ‘mass media’ alegando que o finado criminoso é mesmo merecedor de um perdão póstumo.

 

005BillRichardsonDiz o bom Bill Richardson: “- Estaria a cumprir as minhas obrigações, enquanto governador, na área dos pedidos de desculpas”, acrescenta o governador, sublinhando que isso também traria “boa publicidade para o país (ou apenas para o próprio Bill?)”. Que Billy the Kid seja ou não merecedor do póstumo perdão, isso para mim pouco se me dá. É uma questão local, regional.

 

A questão é ver quanto empenho, quanta dedicação, quanto entusiasmo no cumprimento de suas obrigações por parte do governador do Novo México.

 

Madonna mia! Essa raça dos políticos me causa urticária. Será que o fiel cumpridor das suas obrigações de governador Bill Richardson, as cumpre com igual determinação e zelo em outras áreas do seu governo?

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